O dia D!

“Pare de viver os sonhos dos outros e vá viver o seu!”

Dia 6 de maio de 2017, quase não dormi naquela noite, acordei eram cinco da manhã, e tinha que sair às 9:30 para um encontro de fuscas em Pomerode. Fui com alguns amigos ao evento e aproveitei pra vender os adesivos e juntar uma grana para poder sair positivo e sem ter que usar o dinheiro de reserva… ficamos no evento até as 16 horas e de lá saímos rumo a Florianópolis,
pires depois de deixar o nosso querido amigo Felipe Pires em Balneário Camboriú, ele é o guri que envia os adesivos por carta pra vocês, além de me ajudar muito na página do facebook!

Saindo de Balneário, a nossa próxima parada era Florianópolis, e esses pouco mais de 80 quilômetros que separam BC de Floripa foram os que me fizeram entender o que eu estava começando a viver. O que realmente era viver! Foram poucos quilômetros de liberdade, e essa sensação me fez chorar de felicidade, e eu não entendia muito bem o que estava acontecendo já que eu estava louco de feliz e do nada começo a chorar. Era a sensação de liberdade invadindo o meu peito, era o peso das responsabilidades deixando minha cabeça, o choro estava lavando todo o estresse acumulado durante aqueles anos de trabalho no shopping, e quando estávamos entrando pela Ponte Hercílio Luz já era perto das nove da noite, e aí veio algo que eu ainda não tinha pensado: aonde dormir? Apesar de ter a barraca eu não poderia simplesmente abrir a barraca no centro da cidade e esperar não ser assaltado ou que a polícia viesse nos retirar…
Comecei a procurar campings já que a ideia era ficar três dias em Florianópolis, porém os três lugares mais próximos que encontrei pelo Google não estavam atendendo e os outros eram muito longe dentro da própria ilha. Dei uma volta e parei em um posto de gasolina, conversei com os frentistas e decidi que era ali aonde eu e o Shurastey iríamos passar noite, e, foi aí que a nossa aventura começou!salidh.jpg
Já no primeiro dia tivemos que nos virar, ajeitar as coisas para poder dormir dentro do fusca, e foi complicado. Hahahahaha. Nesse dia eu comecei a reparar que muitas coisas que eu tinha levado não seriam tão úteis e que na verdade o espaço dentro do fusca para dormir era mais importante do que uma caixa com panelas pra cozinhar miojo. Tivemos uma noite mal dormida e muito cansativa, mas nada que pudesse me desanimar. Naquela noite fizemos os nossos primeiros amigos na estrada, o pessoal do posto de gasolina comprou adesivos e alguns até já tinham visto a gente na reportagem que tinha ido ao ar na tv uns dias atrás, e também conhecemos um pessoal que tinha saído da balada e que possuíam um amigo que ia em breve sair de Kombi numa trip.
Na manhã do dia 7, um tempo muito chuvoso, e em vez de três dias, ficamos poucas horas em Floripaponte, e como o tempo não estava bom, decidi seguir e adiantar a viagem para Garopaba, onde ali sim eu teria um lugar para dormir na casa da Jessica e do Thulio, a Jessica era uma amiga do tempo de escola ainda. Antes de chegar em sua casa, fomos dar uma volta até a Praia do Rosa, já que o clima estava ficando um pouco melhor, o sol tinha dado as caras, porém nossa alegria não durou muito, assim que começamos uma trilha a chuva voltou e nos pegou em cheio, saímos correndo para o fusca mas o Shurastey estava cheio de barro e eu todo molhado.
Comida, banho, e cama para dormir, engraçado né, eu só tinha passado um dia sem essas coisas básicas e elas já faziam tanta falta… tivemos uma boa conversa com amigos, e uma noite para renovar as nossas energias e seguir rumo a Serra do Rio do Rastro, porém, ali mesmo já começou o desapego das coisas que eu tinha percebido que não seriam úteis na viagem, algumas coisas foram para a lixeira e um pouco mais de espaço surgiu para que eu e o Shurastey pudéssemos dormir um pouco mais confortáveis dentro do fusca!
Dia 8, acordamos bem cedo e saímos rumo a Serra do Rio do Rastro, pela manhã fomos rasgando a estrada e ao chegar na ponte de Laguna kkkktive que parar para poder contemplar o nascer do sol que estava lindo e parecia nos presentear para seguirmos viagem. Seguindo nosso caminho, passamos a entrada para a Serra do Rio do Rastro, e quando me dei conta já tínhamos rodado uns 20 quilômetros pra frente e então a gente teve que fazer a volta, pois eu não iria deixar de passar por esse lugar tão místico, lindo e visitado por tantas pessoas do mundo inteiro.
Assim que entramos na estrada que dá início à serra, uma neblina forte tomou conta e eu não enxergava nada, e me deu muita raiva porque eu queria subir a serra e tirar algumas fotos boas. Contudo, assim que começamos realmente a subir pela estrada, as nuves simplesmente sumiram, o céu se abriu e a nossa subida começou com uma emoção e tanto.

kkkçlhgkufQuando eu vi a Serra que era tão grande e imponente foi que me dei conta do quão pequeno eu era, e quão grande o nosso mundo é para ficarmos nos limitando a viver em um apartamento, trabalhar em uma loja, preso dentro de um carro no trânsito, nos limitando a sobreviver um dia após o outro!

Subimos a Serra do Rio do Rastro e esse era o primeiro grande desafio do Dodongo (fusca), já que é uma estrada bem elevada de muitas curvas e algumas delas sendo extremamente fechadas, o que é bem puxado para um fusquinha, e além disso a cada curva que a gente pudesse parar pra tirar uma foto eu parava. Queria registrar cada canto, cada lugar era uma visão diferente e eu queria captar tudo, para poder transmitir às pessoas que estavam começando a nos acompanhar e assim tentar motivar alguém a viajar, a tirar um tempo pra si, um tempo pra se conhecer.
Durante a subida encontramos com algumas pessoas que nos ajudaram comprando alguns adesivos, e já nos dando dicas e nos motivando, e dessas pessoas eu comecei a escutar algo que eu ia ouvir muito durante a minha viagem: “Esse é o meu sonho!”.
É incrível como tantas pessoas tem o sonho de largar tudo e sair a conhecer esse nosso mundão. E é incrível que todas essas pessoas me respondiam sempre a mesma coisa quando eu questionava o porque de nunca terem feito isso, “ah, não tenho dinheiro!”. E eu com a alegria de um sorriso que não cabia na boca e passava para os olhos respondia: “eu também não, e estou vivendo!”. Pode parecer precoce no terceiro dia de viagem eu estar falando isso, mas eu me sentia assim, eu me sentia vivo e queria que as pessoas se sentissem assim também!

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Serra do Rio do Rastro

Chegamos ao topo da Serra do Rio do Rastro, fizemos uma bela sessão de fotos, e daí fomos rumo a São Joaquim, vocês já passaram por ali? Nunca se deram conta que no caminho tem uma descida que parece uma subida? Eu senti isso por que bom, o fusca é fusca né?!, e não tem força, mas na descida ele dá aquela embalada, e naquele trecho ele não embalou, hahahaha, tive que parar o fusca pra ver o que estava acontecendo e foi aí que o fusca começou a subir de ré a descida, e eu lembrei de uma reportagem que eu tinha visto sobre naquele local, e segundo a reportagem é uma ilusão de ótica, parece ser descida, mas é subida, e isso é muito doido!!!!
miojaoDei um tempo ali, fiz o meu miojo de cada dia, e seguimos pra São Joaquim onde novamente dormimos dentro do fusca, numa temperatura de cinco graus. Lembro bem, pois fora do fusca tava muito frio, porém não passei tanto frio dormindo já que o Shurastey é bem quentinho e me esquentou bem naquela noite. E assim se encerrava o nosso terceiro dia de viagem, com muita alegria, perrengues e fome, já que era um miojo por dia e uma vontade imensa de continuar em frente, de seguir conhecendo cada canto, cada cidade!

9 comentários em “O dia D!”

  1. VIVER REQUER SABEDORIA, MAS POR FAVOR TENTA SE ALIMENTAR DIREITO!
    MIOJO, FARINHA BRANCA RETIRA ENERGIA EM VEZ DE DAR. COME BATATA COZIDAS NO LUGAR!
    AH, TAMBÉM PODE DAR UM POUQUINHO PRO AMICÃO LINDO!

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  2. CACHORRO VERDE SITE

    Carboidratos para a dieta cozida:

    batata doce
    inhame
    mandioquinha (também chamada de batata baroa ou batata salsa)
    cará
    arroz integral
    arroz parboilizado
    batata comum (inglesa)
    aveia
    lentilha

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